domingo, 11 de abril de 2010

Dias 28, 29 e 30: roadtrip

Completada com sucesso a terceira demo, após uma semana de trabalho a um ritmo alucinante, eu e um colega decidimos pôr em prática uma ideia que andámos a abordar, em tom de brincadeira, durante a semana: uma roadtrip, ou viagem de estrada, feita de improviso e sem planeamento antecipado, a um sítio a uma distância razoável. Neste caso em concreto, o termo distância razoável aplica-se a aproximadamente 600 quilómetros.

Alguns minutos para arrumar apenas a roupa necessária para o fim de semana, outros tantos para encontrar e marcar um hotel e por volta das 17.30 estávamos de saída, sem passar pela já habitual happy hour, dado que íamos conduzir, ainda que em turnos. Morada de destino introduzida no GPS e vamos a isso. Dado que apanhámos alguns engarrafamentos típicos de sexta-feira à tarde, que parámos pelo caminho para jantar e que numa grande parte do percurso não podemos exceder as 70 milhas por hora, ou qualquer coisa como 112 km/h, e noutra parte temos de ir a cerca de 60 mph, ou 96 km/h, quando não é menos, chegámos ao destino por volta das 0:30.

Já que falei em jantar, aqui fica a recomendação para quem vier para estas bandas e quiser comer um hambúrguer que deixa todo o universo relacionado com os ditos a quilómetros de distância: Carl's Jr. Feito na hora, ao contrário de certas e determinadas cadeias cujo nome começa com M ou de outras cadeias cujo nome começa com Burger, com batatas a sério fritas na hora, e com um sabor de tal forma marcante que utilizar a palavra fantástico não lhe faz o mínimo de justiça. E a forma como o mesmo se desfaz na boca... sem palavras para descrever a experiência!


Pessoalmente pedi que não colocassem queijo no meu e estava muito mais que fantástico! Arrisco-me a dizer que este foi o melhor hambúrguer comprado numa destas cadeias que alguma vez comi. E já comi muitos, em várias paragens pelo globo...

Voltemos então à viagem. O Sábado começou cedo, com o pequeno almoço em Venice Beach. Venice Beach é um dos locais recomendados por alguns leitores destas palavras, pelo que decidimos ir até lá. Dado que chegámos bem cedo, ainda antes das 9:00 uma vez que a praia não era o nosso objectivo maior para o único dia que tínhamos disponível naquela localização, não havia muito a acontecer e é com alguma pena que não experimentámos o ambiente típico que caracteriza esta localização. E não, também não vimos o Harry Perry.


Antes de mais, vamos ligar a banda sonora para esta entrada. Vai abrir-se uma janela nova, que deverá ser deixada aberta, se quem estiver a ler quiser manter a produção sonora.

Novo endereço colocado no GPS, mais alguns quilómetros de navegação assistida e chegámos a uma das mais famosas avenidas aqui para estes lados: a Sunset Boulevard. A Sunset Boulevard fica, como muita gente sabe, nesse pequeno sítio onde os sonhos se tornam realidade, e, como dizem os Red Hot Chili Peppers, o espaço pode ser a última fronteira, mas no fim é tudo filmado numa cave daqui. Estou, como é óbvio, a falar de Hollywood.


Já que estamos por aqui, decidimos fazer o que todos os turistas fazem: percorrer o passeio da fama, ou seja uma grande parte da Hollywood Boulevard, onde muitas estrelas têm o seu nome escrito numa estrela, precisamente no chão do passeio.


Estrelas é o que não falta por aqui, mas apenas tirei fotografias de alguns nomes mais conhecidos. Todas as fotos, estrelas ou não, estão no álbum de fotografias.


Mais algumas estrelas, desta vez ligadas ao cinema em si, incluindo pessoas que já foram actores e agora estão ligadas à política e pessoas que são efectivamente grandes e bons actores, entre os quais alguns dos meus actores preferidos.


E claro, também há figuras imaginárias neste conjunto de malta famosa.


Este último não é imaginário, mas segundo a cultura da Internet, diz-se que ele é tão mau que não tem uma estrela no passeio da fama, mas sim o passeio da fama é que está autorizado a estar à volta da estrela dele. Numa das pontas do passeio da fama, como não poderia deixar de ser, uma daquelas com que muito me identifico.


Claro que a passagem pela Hollywood Boulevard inclui passar à frente do famoso Kodak Theatre, onde se entregam as estatuetas douradas.


Na mesma rua também se podem encontrar pessoas vestidas como personagens famosas de filmes bem conhecidos, com as quais se podem tirar fotografias. E claro, como não poderia deixar de ser, o El Capitan Theatre, que foi restaurado e está agora com todo o seu esplendor.


Hollywood... precisava de vários dias de férias por aqui só para ver isto tudo bem visto. Não havendo esse tempo para já, seguimos então para ver a imagem de marca de Hollywood, que é como quem diz, as letras com 14 metros de altura que escrevem o nome da cidade no monte.

Qual é o melhor sítio para ver as letras mais de perto? Mulholland Highway, por volta do número 6200. Como não se pode parar por ali, mais vale subir pela Durand Drive ou pela Canyon Lake Drive, parar o carro onde se conseguir perto do cruzamento da Durand Drive com a Mulholland Highway e seguir a pé durante alguns minutos.


Quantas pessoas é que já viram esta imagem e não repararam na estação base de telecomunicações que existe no topo? Provavelmente todas, já que parece ser hábito manipular a imagem digitalmente e tirar a antena de lá nas fotos que são utilizadas para fins publicitários... E já que estamos lá em cima, aproveitemos então para virar costas às letras e ver o que temos pela frente, ou seja, a linha de céu da zona de Los Angeles. Los Angeles é um cidade em si, mas também um conjunto de pequenas cidades em que é difícil saber onde começa uma e acaba a outra.


Vistas as letras, seguimos então para outro dos pontos fulcrais que todas as pessoas que aqui passam têm de visitar: Santa Mónica, que basicamente é uma das praias mais famosas aqui desta zona e talvez do mundo.


Sendo uma praia, qual a razão ou razões de ser tão famosa? Há várias. Aqui termina a lendária Route 66, aqui há animação, bares e restaurantes, aqui a praia é fantástica e tem montes de espaço, e...


Não, não fui eu que tirei esta última foto... Fui buscá-la à Internet apenas para exemplificar algumas das razões pelas quais Santa Mónica é tão famosa. Se eu podia ter posto uma foto com o Hasselhoff? Poder até podia, mas não era a mesma coisa! 

Nenhuma visita a Santa Mónica fica completa sem uma passagem pela Third Street, que é uma das ruas paralelas ao oceano, onde se pode ver toda a vida da cidade a vir ao de cima para animar quem por ali passa. Digo apenas que isto é uma rua, ao ar livre, onde é proibido, entre outras coisas, fumar. E toda a gente respeita a proibição. Gostava de ver algo assim em Portugal. A sério, gostava mesmo que alguém tivesse coragem para fazer isto nos sítios turísticos!


De regresso ao local onde o carro esperava, ainda tempo para tirar mais umas fotos daquilo que se pode ver em Santa Mónica.


A visita a Santa Mónica estava cumprida. Faltava ainda passar num sítio famoso antes de regressar ao mesmo sítio onde o dia tinha começado. Beverly Hills, um dos sítios mais caros das redondezas. Uma zona de casas com muito bom aspecto e carros que custam mais do que eu ganho em vinte anos, dos quais não tirei fotos dado que só lá passei a conduzir, e o centro da cidade com aspecto de caro e lojas com coisas muito caras.


Ah e já agora, coincidência ou não após o treme treme que se sentiu por este sítio na semana passada, parece que em Abril vão estar a ensinar às pessoas o que fazer nestas situações...


Deixando Beverly para trás, regressámos a Venice Beach para jantar e, esperávamos nós apanhar ainda alguma da animação.


Dado que estava bastante frio, não havia qualquer tipo de animação de rua a decorrer e as pessoas estavam todas recolhidas nos restaurantes a jantar. O regresso ao hotel em Torrance, que foi um dos com melhor relação qualidade/preço que encontrámos na Sexta-feira, uma cerveja no bar do dito e tentar dormir que o Domingo iria começar cedo.

Dado que a viagem de regresso a Sunnyvale iria demorar pelo menos tanto como a viagem de ida, decidimos sair do hotel cedo para conseguirmos estar no hotel em Sunnyvale por volta das 16.30. Morada de Sunnyvale no GPS e siga viagem. 

Enquanto íamos na auto-estrada tivémos oportunidade de ver algo que na Sexta não vimos, dado que o Sol já não nos iluminava o caminho. Um lago ao lado da auto-estrada (não sei o nome do lago, mas acho que era o Pyramid Lake), que tinha um aspecto fantástico, mas também as montanhas que acompanham uma grande parte do caminho.


Parámos na área de acesso ao lago e tirámos estas fotografias. Estava um frio brutal, cerca de 46 graus Fahrenheit, que é como quem diz 7 graus Celsius, mas a vista valeu bem a pena a saída do carro e a utilização da camisola.

Paragem para almoço e troca de condutores. Para não ser de novo hambúrguer, escolhemos o Pea Soup Andersen's em Santa Nella. Comida tipicamente Dinamarquesa. Não estava muito má, mas também não estava nada de especial. Chegou para a encomenda e efeito que se queria.


Resto do percurso e chegar ao hotel às 16:32, após alguns reajustamentos no percurso dado que a dada altura eu não segui uma das instruções que a Samantha disse. A Samantha é uma grande amiga que, se lhe dermos atenção, nos leva onde queremos ir.

2 minutos de atraso, em relação ao originalmente estimado, numa viagem de cerca de 600 quilómetros, a provar que se consegue ir de Sunnyvale até Los Angeles e voltar em menos de 47 horas, passando cerca de 32 no destino. Nada mau.

Descansar, jantar, escrever estas linhas. Amanhã começa a quinta semana.

PS: já que esta entrada é sobre viagens na estrada, não poderia deixar de lado um vídeo que me foi enviado recentemente, sobre a utilização do cinto de segurança. É o mais bonito vídeo que vi sobre este tema.




4 comentários:

  1. Não havia Harry Perry? Nem Jim Morrison a fundar os Doors?! :)

    Bom relato, thanks!

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  2. Mais chocante que isso... onde está a minha estrela? :P

    Acabei de jantar agora mas esse hamburguer... hummmm...

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  3. Infelizmente esta gente ainda não percebeu que os rapazes e raparigas que estuda(ra)m nos computadores são mais importantes que algumas das pessoas que têm aqui um paralelo... é uma injustiça! Quando voltar vou escrever uma carta às pessoas que põem aqui as estrelas a exigir uma em nome de várias pessoas que conheço. E claro, depois vou ter de cá voltar para ver se o trabalho ficou bem feito ;)

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  4. Sim este hambúrguer é muito bom! Tenho a certeza que irias gostar de senti-lo a derreter-se na boca ao sabor da velocidade com que os dentes trespassam o pão e a carne :)

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