domingo, 1 de agosto de 2010

As nuvens mudaram-se para a Europa!

Na baía construímos um castelo nas nuvens. Com essas e outras nuvens, na Europa vamos fazer um palácio!

A partir de hoje, passamos a dizer: Há nuvens na Europa.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dias 66 e 67: o regresso e a ponta do iceberg

Acordar às 4.00 da manhã do dia 17, sair do hotel às 5.30, chegar ao aeroporto às 6.15, depois de ter pago demasiado pelo táxi (àquela hora da manhã um tipo que acabou de se levantar não consegue regatear em condições), passar pela aventura de uma reserva que não existia no sistema, vencer o escrutínio de segurança e finalmente entrar no avião e sair do aeroporto por volta das 9.00 da manhã locais.

Uma viagem de cerca de 5 horas, sem dormir, e aterrar do outro lado do país por volta das 17.00 horas locais.  Comer qualquer coisa num dos restaurantes do aeroporto, esperar mais umas horas, voltar a entrar num avião, lugar do meio, com uma pessoa que deveria ter pago dois bilhetes num dos lados. Impossível dormir. Chegada a Lisboa às 8.20 da manhã do dia 18.

O sono e cansaço começam a pesar. É preciso aguentar sem dormir até à noite, para vencer o jet lag no seu próprio jogo. O homem à frente desta aventura quer continuar. Já seguiu o comunicado para quem de direito, para os participantes já há reuniões semanais para discutir a evolução dos projectos. Há demonstrações com clientes já esta semana e na próxima, é preciso manter os protótipos vivos. Acordámos o que parecia ser um mosquito, mas que na realidade era apenas a ponta de um cabelo do monstro. E o monstro está com fome!

domingo, 16 de maio de 2010

Dia 65: o dia antes do regresso

Uma vez que vou levantar-me daqui a menos de 11 horas, e ainda são só 5 da tarde, decidi que no último dia não iria muito longe. Aproveitei então para visitar o centro de investigação da NASA aqui perto: Ames Research Center, que fica em Moffett Boulevard.

Neste centro pode ver-se muita da história da NASA, desde o vaivém espacial até à viagem à Lua ou à exploração de Marte.


Neste sítio eles têm um bocado da Lua, trazido pela tripulação da Apollo 13.


Aqui neste centro, em parceria com um outro na Alemanha,  está a ser construído e testado o SOFIA, ou Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy, que basicamente é um avião747 adaptado para ter um telescópio integrado.


Eles também têm aqui um túnel de vento, onde testam as aeronaves, e para o qual usam umas pequenas pás...


Há ainda a possibilidade de ver um dos módulos da estação espacial internacional, bem como um agrupamento de tecnologia com origem na NASA, desde os berbequins e aparafusadoras sem fios, passando pelos capacetes de ciclismo e detectores de incêndio e terminando em equipamento médico usado para salvar vidas.


Depois disto, passar pelo Aeroporto de San Jose e entregar o carro, já que disse que o devolvia no Domingo para não ter de andar à procura do sítio onde se entregam carros em San Francisco às 6 da manhã. Estou oficialmente limitado ao hotel até amanhã.

Dia 64: um Sábado de descanso

Este Sábado foi para muitos o dia de regresso a casa, pelo que o dia fica inevitavelmente marcado pelas despedidas. Despedidas... queremos acreditar que não serão efectivamente despedidas mas apenas e só interrupções de algumas semanas!

Para os que ficaram ainda mais uns dias, este Sábado serviu para ver o que ainda não se tinha visto, ou para fazer compras de última hora. Eu decidi-me por Monterey, uma cidade junto ao Pacífico, conhecida pela sua história ligada à indústria pesqueira e de conservas, que inspirou John Steinbeck em algumas das suas obras.


O meu destino era apenas um: o aquário da baía, onde se podem ver várias espécies de animais ligados de alguma forma à vidamarinha, um pouco à semelhança do que acontece com o Oceanário de Lisboa. Depois de andar às voltas para estacionar, lá encontrei um parque pago. Pela primeira vez no enorme parque de estacionamento que é este país, já que ninguém anda a pé e toda a gente vai de carro a todo o lado nem que sejam apenas algumas dezenas de metros, tive dificuldade em arranjar um sítio para deixar o carro...

Pelo caminho não pude deixar de reparar numa loja que me chamou à atenção não pelo conteúdo mas pelo nome.


Mais uns metros de rua e cheguei finalmente ao destino.


Ao chegar lá vi que a viagem a Monterey iria transfigurar-se repentinamente e mudar de rumo com muita facilidade, em particular quando me pediram 29.95 USD apenas para entrar... O que era suposto ser uma visita ao aquário transformou-se então numa visita à cidade.

Fiquei a saber que há muitos anos atrás, muitos portugueses vieram para aqui para se dedicarem às actividades pesqueiras, pelo que não é estranho entrar numa loja e ver esta combinação.


Mais umas voltas pela cidade e a oportunidade de tirar mais umas fotos que quase podiam parecer quadros.


Devo dizer que invejo a coragem desta gente que aqui aparece dentro de água... é que a dita devia estar a cerca de 12 ou 13 graus Celsius...


Ao final da tarde, o retorno ao hotel para começar a tentar meter a tralha duma vida pronta para voltar para casa... nem com duas malas a coisa está fácil...

sábado, 15 de maio de 2010

Dia 63: it's showtime!

A sexta-feira para a qual andámos a trabalhar arduamente chegou finalmente e começou bem cedo. Às 7.30 já estava a equipa toda no escritório, o que não foi de todo fácil, em particular devido às actividades vitivinícolas de metade da equipa na noite anterior.

Dado que o início da última sessão de demonstrações estava agendado para as 9.00 da manhã, ao contrário das anteriores que estavam agendadas para depois do almoço, não sobrava muito tempo para preparar as coisas. Montar o cenário e fazer um ensaio geral, já que sabemos que temos muito para mostra, mas apenas 15 minutos. E porque houve coisas que não gostámos no primeiro ensaio geral, faça-se então mais um.


Um pouco depois das 9.00, uma pequena introdução feita pelo homem à frente das operações, e as demonstrações começaram.


Tínhamos pensado em ser o primeiro grupo, mas acedemos a um pedido de outra equipa para deixá-los passar à frente. Um deles tinha uma reunião com cliente às 10.00 e isso é mais do que razão para ficarem com a nossa vez. E chegou então a nossa vez.

Os dois ensaios deixaram-nos bastante confiantes e isso notou-se bem no resultado final, em especial na diferença entre a nossa apresentação e as restantes.

O nosso homem do marketing esteve a um nível muito melhor do que alguma vez tínhamos visto, e ele já nos tinha habituado a estar a um nível muito alto, e até a parte que eu demonstrei, que incluía interagir com os dispositivos de segurança doméstica que já nos tinham lixado duas demos, correu bastante bem. Melhor mesmo só se o SMS não tivesse demorado quase 15 segundos a chegar, quando em todos os testes que fizémos no máximo tinham sido 8. Dada a confidencialidade do que estamos aqui a discutir, não posso colocar aqui imagens mias concretas das demonstrações.


E depois de tudo isto, toca de arrumar o escritório e a deixar tudo como estava, já que quem vier a seguir precisa do sítio em condições. Sim, arrumámos tudo de boa vontade. E tenho a certeza que o voltaríamos a fazer se fosse preciso. Quando se gosta do que se está a fazer, estes pequenos sacrifícios fazem parte.


Depois do almoço, uma incursão pelo mundo do laser tag, que é como quem diz andámos uma hora com armas laser a tentar atingir os outros mais do que ser atingido. Três comentários sobre esse assunto: o equipamento pesa e é fácil sair de lá a transpirar, a adrenalina que se sente é fantástica, não usar roupas brancas ou claras, já que a iluminação UV vos fará parecer um alvo gigante... felizmente no meu caso eram só os atacadores...

Dia 62: a véspera do dia D

Dado que tínhamos fechado o código no dia anterior, a quinta-feira foi dedicada à documentação. Ou seja, estivémos a escrever coisas que só nós conseguimos ler, já que documentar um protótipo tão complexo como o nosso em apenas um dia é uma tarefa que resulta em documentação não muito clara para quem quiser mexer nisto sem sermos nós...

No final da tarde um autocarro veio buscar-nos ao hotel e levou-nos para uma zona de vinhos no meio das montanhas. Dado que a viagem demorou cerca de alguma hora, alguns aproveitaram para descansar os olhos.


À chegada havia provas de vinhos à espera, acompanhadas de comida típica destas situações: em pequenas quantidades e sempre com queijo como base. Pena que eu não seja grande apreciador de vinhos e de queijo, caso contrário a visita até tinha sido mais interessante.

Ainda assim, deu para aproveitar a vista fantástica e o jantar, que quando passou a incluir comida a sério, até nem estava nada mau.


E já que estamos lá em cima, aqui fica uma foto com um jogo de cores fantástico por trás de mim.


No final, o líder de todos nós deixou-nos umas palavras de agradecimento e encorajamento para o futuro, bem como algumas lembranças do tempo em que estivémos aqui a mudar o mundo.

Dia 61: a última quarta-feira

A última quarta-feira desta aventura fica marcada como o dia em que parámos de escrever código, estabilizámos o protótipo para a demonstração e fizémos uma demonstração perante alguns altos cargos da empresa que estão à frente da estratégia e inovação.

A demonstração deveria ter demorado 30 minutos, mas eles estavam tão interessados que nos deram 50 minutos para mostrarmos tudo o que tínhamos andado a fazer. Mais um bom sinal.

Pela descrição até aqui, esta quarta-feira foi um dia normal. E foi, no que a trabalho diz respeito. Vamos manter esta descrição fresca na memória enquanto prosseguimos com os próximos parágrafos. A sério.

Para percebermos a razão desta entrada, temos de voltar atrás até às demonstrações da sexta-feira anterior. Ou mais concretamente ao que o visionário por trás desta aventura, resolveu dizer no final das mesmas: próxima quarta-feira é crazy hair day e vale tudo.

Voltemos então de novo a quarta-feira para traduzir o que isto quer dizer em concreto. Primeiro honras de destaque ao comandante destes 6 projectos em que estamos a trabalhar, que como deve ser deu o exemplo para o que se pretendia.


Alguns colegas "esqueceram-se" que dia era, mas desde logo a situação ficou resolvida.


Outros colegas optaram por um estilo muito seu.


A equipa Machine2Machine mostrou a todas as equipas porque razão o nosso espírito de união é tal que ao olhar para nós até Alexandre Dumas ficaria envergonhado com a dimensão do seu "um por todos e todos por um". Sim, nós somos uma equipa e é como equipa que nos identificamos.


Antes que alguém diga alguma coisa em relação à cor, aqui ficam os esclarecimentos que se impõem. Era para ser vermelho, mas não havia na loja. A opção seguinte era o laranja, mas um colega de outra equipa já tinha comprado para si. Pois muito bem, sigamos então para amarelo fluorescente. Amarelo fluorescente que em contacto com cabelos que não sejam brancos fica mais escuro e parece verde. Irrelevante, o que importa mesmo é o espírito de equipa que aqui ilustramos, que atravessa idades e nacionalidades.

Ainda se lembram da reunião com os altos cargos de estratégia e inovação que eu descrevi nos parágrafos anteriores? Pois muito bem, pessoas de espírito aberto não se preocupam que à sua frente tenham 6 tipos com o cabelo fluorescente. O retorno que tivémos foi bastante positivo.

domingo, 9 de maio de 2010

Dia 58: campeões!





SPORT LISBOA E BENFICA

CAMPEÃO NACIONAL DE FUTEBOL 2009/2010




PARABÉNS E OBRIGADO!

sábado, 8 de maio de 2010

Dia 57: mais um dia no escritório

Quando faltam menos de 10 dias para o grande dia, e uma vez que já vimos muito do que há para ver por aqui perto, uma grande parte do dia foi passada no escritório. Objectivo: aproveitar que não temos múltiplas demonstrações diárias, com potenciais clientes, para fazer alterações de fundo a uma das bases de dados, carregá-la com dados até dizer que chega, e ver como o sistema se aguenta.

Como prenda pelo nosso esforço e dedicação até ao momento, que tem estado a dar excelentes resultados,  a julgar pelo retorno que temos tido, os nossos líderes de equipa (e sim são líderes, não são chefes!) levaram-nos até San Francisco para jantar.


O destino foi um sítio onde estivémos na primeira incursão a San Francisco: Fishermen's Grotto. Jantar: caranguejos. Os melhores que alguma vez comi. Eles até dão uma espécie de avental para uma pessoa não se sujar. Sim, há fotos dessas figuras, mas eu ainda não as tenho e acrescentá-las-ei ao novo álbum logo que possível.

E já que no grupo estava apenas a equipa Machine 2 Machine, ou como diz um colega nosso de outra equipa, as pessoas que estão a viver o sonho dos geeks de escrever código que interage com objectos do mundo real familiares a todas as pessoas, aproveitámos para a tirar a nossa foto de equipa.


Sem grandes demoras, da esquerda para a direita: Sameer Babu Kk, Ivan Budonov, Ricardo Marques, Robert Pitchford, Martin Heisch (marketing) e Martti Ylikoski (líder de equipa). 

Fixem estes nomes, vai valer a pena.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Dia 51: um desejo chamado realidade

O plano para este Domingo foi definido ainda durante a Sexta-feira passada. À hora combinada partimos para San Jose, mais concretamente para o endereço 1098 East Santa Clara Street, que é como quem diz, para um local onde se pode ver futebol, comer e beber e tudo isto em português. Uma vez que esta entrada diz respeito ao último Domingo e eu falei em ver futebol, comer e beber em português, é fácil de adivinhar para onde é que fui, em conjunto com o outro português que está por cá no programa, bem como um alemão que também queria ver.

Se ainda não chegaram lá, pode ser que estas fotos sejam suficientes. 


Chegam? Ou é preciso dizer que é a casa do Benfica em San Jose, California? E acrescentar que mais nenhum clube português tem representação por estas bandas?

Adiante. A ideia era ver o jogo e almoçar por ali. 20 dólares para a entrada, comida portuguesa à descrição, e só se pagavam as bebidas. Feijoada, costeletas, leitão assado, arroz, batatas, ostras, entre outras iguarias. E já que falamos em bebidas, ai as saudades que eu já tinha de beber uma bem geladinha... A juntar a tudo isto, animação típica portuguesa, que por momentos me fez esquecer que estou a 9000 km de casa e pensar que tinha ido a um bailarico qualquer de uma aldeia portuguesa.


O jogo em si acabou por não correr como esperado, mas ter estado lá soube bastante bem. Ah e já agora, porque há três ou quatro não-Benfiquistas que passam os olhos por estas linhas, devo dizer que havia um ou dois adeptos de outros clubes portugueses cujos equipamentos são às riscas, sejam verticais ou horizontais, no meio da família Benfiquista sem que tenha havido qualquer tipo de problema antes, durante ou depois do jogo, ao contrário daquilo que se passou nos arredores e dentro do estádio. Quando as pessoas são civilizadas, o gosto pelo futebol e acima de tudo a força de uma amizade, ultrapassam facilmente o fanatismo e a clubite, e é assim mesmo que deveria ser sempre!

Terminado o jogo, uma passagem pela loja da maçã roída para ver o mais recente produto bem de perto. E mexer no dito. Devo dizer que estou agradavelmente surpreendido, ainda que seja mais pesado do que esperava. Não fosse o preço, a meu ver um pouco proibitivo para o dispositivo que é, e levava um para casa...

Estava então na hora de partir para a segunda aventura do dia, com o objectivo de ficar a conhecer um sítio que Hollywood tem tido o cuidado de estragar a cada filme que faz em que este lugar é mencionado. Para não fugir ao hábito, voltámos a San Francisco a um Domingo, mas desta vez com um destino bem específico: o cais 33.


Como dá para perceber, decidimos ir ver Alcatraz bem de perto. Ou mais precisamente por dentro. É uma visita que deveria ser obrigatória a todas as pessoas que visitam San Francisco. Claro que para lá chegar temos de fazer cerca de 15 minutos de barco, mas valem bem a pena, já que a vista para a cidade de San Francisco e para a Golden Gate é fenomenal.


Pelo caminho o guia encarrega-se de contar a história da ilha, desde os tempos em que era um forte militar de defesa da baía, passando pelos tempos em que era uma prisão e pela altura em que os Índios tomaram conta da ilha, até aos dias de hoje.


Chegados a The Rock, ou em português O Rochedo, como a ilha é conhecida, logo nos foi dito que podíamos esquecer tudo o que achamos que sabemos sobre a ilha e a prisão por ter visto alguns filmes sobre o assunto. E é bem verdade.

Desde ser bastante difícil de ver algo do tamanho de um flare à distância que San Francisco está da ilha, até à cena onde são mortos vários soldados nos chuveiros, passando pelos túneis que não existem, quem já viu o filme The Rock e ouve a história de Alcatraz, contada pelas pessoas que a sabem, não pode deixar de notar as diferenças. Como de costume, não coloco todas as fotos aqui. Como de costume estão todas no álbum.


Já depois do sol se esconder para dar lugar a mais uma noite, a vista para a baía fica ainda mais espectacular, embora muitas vezes nem a câmara consiga tirar fotos decentes...


Quem visita Alcatraz tem a oportunidade de participar em programas que visam dar a conhecer melhor a prisão ou as coisas que por lá aconteceram. Como por exemplo a forma de funcionar das portas. Aquela cena do Sean Connery a abrir as portas de Alcatraz com uma medalha que é presa nas manivelas mecânicas está bem presente? Esqueçam, é falsa. É impossível da zona das celas conseguir lançar algo até às manivelas, e muito menos activá-las.


Antes do regresso a casa, a foto turística da praxe. E depois o jantar num surf bar no pier 39. A comida não é má, mas as bebidas são caras. E finalmente o regresso a Sunnyvale, por volta das 0.00.


 
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