O plano para este Domingo foi definido ainda durante a Sexta-feira passada. À hora combinada partimos para San Jose, mais concretamente para o endereço 1098 East Santa Clara Street, que é como quem diz, para um local onde se pode ver futebol, comer e beber e tudo isto em português. Uma vez que esta entrada diz respeito ao último Domingo e eu falei em ver futebol, comer e beber em português, é fácil de adivinhar para onde é que fui, em conjunto com o outro português que está por cá no programa, bem como um alemão que também queria ver.
Se ainda não chegaram lá, pode ser que estas fotos sejam suficientes.
Chegam? Ou é preciso dizer que é a casa do Benfica em San Jose, California? E acrescentar que mais nenhum clube português tem representação por estas bandas?
Adiante. A ideia era ver o jogo e almoçar por ali. 20 dólares para a entrada, comida portuguesa à descrição, e só se pagavam as bebidas. Feijoada, costeletas, leitão assado, arroz, batatas, ostras, entre outras iguarias. E já que falamos em bebidas, ai as saudades que eu já tinha de beber uma bem geladinha... A juntar a tudo isto, animação típica portuguesa, que por momentos me fez esquecer que estou a 9000 km de casa e pensar que tinha ido a um bailarico qualquer de uma aldeia portuguesa.
O jogo em si acabou por não correr como esperado, mas ter estado lá soube bastante bem. Ah e já agora, porque há três ou quatro não-Benfiquistas que passam os olhos por estas linhas, devo dizer que havia um ou dois adeptos de outros clubes portugueses cujos equipamentos são às riscas, sejam verticais ou horizontais, no meio da família Benfiquista sem que tenha havido qualquer tipo de problema antes, durante ou depois do jogo, ao contrário daquilo que se passou nos arredores e dentro do estádio. Quando as pessoas são civilizadas, o gosto pelo futebol e acima de tudo a força de uma amizade, ultrapassam facilmente o fanatismo e a clubite, e é assim mesmo que deveria ser sempre!
Terminado o jogo, uma passagem pela loja da maçã roída para ver o mais recente produto bem de perto. E mexer no dito. Devo dizer que estou agradavelmente surpreendido, ainda que seja mais pesado do que esperava. Não fosse o preço, a meu ver um pouco proibitivo para o dispositivo que é, e levava um para casa...
Estava então na hora de partir para a segunda aventura do dia, com o objectivo de ficar a conhecer um sítio que Hollywood tem tido o cuidado de estragar a cada filme que faz em que este lugar é mencionado. Para não fugir ao hábito, voltámos a San Francisco a um Domingo, mas desta vez com um destino bem específico: o cais 33.
Como dá para perceber, decidimos ir ver Alcatraz bem de perto. Ou mais precisamente por dentro. É uma visita que deveria ser obrigatória a todas as pessoas que visitam San Francisco. Claro que para lá chegar temos de fazer cerca de 15 minutos de barco, mas valem bem a pena, já que a vista para a cidade de San Francisco e para a Golden Gate é fenomenal.
Pelo caminho o guia encarrega-se de contar a história da ilha, desde os tempos em que era um forte militar de defesa da baía, passando pelos tempos em que era uma prisão e pela altura em que os Índios tomaram conta da ilha, até aos dias de hoje.
Chegados a The Rock, ou em português O Rochedo, como a ilha é conhecida, logo nos foi dito que podíamos esquecer tudo o que achamos que sabemos sobre a ilha e a prisão por ter visto alguns filmes sobre o assunto. E é bem verdade.
Desde ser bastante difícil de ver algo do tamanho de um flare à distância que San Francisco está da ilha, até à cena onde são mortos vários soldados nos chuveiros, passando pelos túneis que não existem, quem já viu o filme The Rock e ouve a história de Alcatraz, contada pelas pessoas que a sabem, não pode deixar de notar as diferenças. Como de costume, não coloco todas as fotos aqui. Como de costume estão todas no álbum.
Já depois do sol se esconder para dar lugar a mais uma noite, a vista para a baía fica ainda mais espectacular, embora muitas vezes nem a câmara consiga tirar fotos decentes...
Quem visita Alcatraz tem a oportunidade de participar em programas que visam dar a conhecer melhor a prisão ou as coisas que por lá aconteceram. Como por exemplo a forma de funcionar das portas. Aquela cena do Sean Connery a abrir as portas de Alcatraz com uma medalha que é presa nas manivelas mecânicas está bem presente? Esqueçam, é falsa. É impossível da zona das celas conseguir lançar algo até às manivelas, e muito menos activá-las.
Antes do regresso a casa, a foto turística da praxe. E depois o jantar num surf bar no pier 39. A comida não é má, mas as bebidas são caras. E finalmente o regresso a Sunnyvale, por volta das 0.00.






























Deixa lá, não ganharam na semana passada, ganham esta... :P
ResponderEliminarO regresso está para perto! Preparado? ehehhe