domingo, 2 de maio de 2010

Dia 44: nós somos cientistas!

E como cientistas que somos, poucas coisas saberiam melhor, a alguns de nós pelo menos, que uma visita ao Exploratorium, ou museu da ciência, arte e percepção humana Ou seja, mais uma volta e mais uma viagem até San Francisco a um Domingo. Começa a tornar-se um hábito.


Este museu é muito interactivo e a melhor forma de aprender e perceber as coisas é mesmo a mexer nelas. Comecemos por uma máquina simples, em que um disco a girar convida os visitantes a atirar aros de metal lá para cima para perceber o que acontece com a força centrífuga, que é como quem diz, cada arco que entra acaba por sair em linha recta numa direcção quase aleatória, dependendo de muitas coisas como por exemplo a velocidade ou posição em que entra no disco em rotação.


Diz-se por ali que são muito poucos os que conseguem colocar o aro metálico numa órbita de tal forma estável que as forças centrífuga e centrípeta se anulam durante bastante tempo e aro acompanha a rotação do disco, em vez de sair numa qualquer linha recta. À minha terceira tentativa o aro acompanhou a rotação do disco durante vários minutos. Tinha uma hipótese em vários milhões de conseguir fazer isto. Consegui repetir o gesto apenas 4 tentativas depois. Como disse o colega que me acompanhou na visita e testemunhou o facto, e que por acaso até tem um doutoramento em física: "the force is strong with this one"! Claro que isto é uma das melhores referências que poderia ser feita numa situação destas.


Há de tudo um pouco neste museu, desde água a deitar fumo que na realidade está fria, simuladores de geisers, simuladores de comportamentos de meteoritos à entrada da atmosfera, e até situações que estimulam os nossos sentidos e fazem o cérebro ter de racionalizar mais do que é habitual, como por exemplo um alvo pintado no chão com frases a dizer como as pessoas se sentem, sendo que só depois de olhar para o alvo é que as pessoas olham para cima...


E há também oportunidades que nos explicam que algumas coisas que fazemos não têm qualquer fundamento científico e que são apenas baseadas nos nossos ideais estabelecidos durante anos e anos. Como por exemplo beber água de um bebedouro montado numa sanita, ainda que a mesma nunca tenha sido utilizada e a água seja tão pura quanto a água da rede pública pode ser, ou simplesmente passar por baixo de uma escada.


Há muito mais neste museu e só muito dificilmente alguém sai daqui sem aprender alguma coisa sobre ciência em geral ou sobre a forma como a máquina mais perfeita alguma vez criada, ou seja o corpo humano, funcionam.

À saída do museu, e no caminho para encontrar algum sítio para almoçar, uma passagem pelo jardim do edifício contíguo ao museu, o Palace of Fine Arts.


O almoço foi num Tailandês ali perto, numa perpendicular entre a Chestnut Street e a Lombard Street. Ou os restaurantes em San Francisco são maioritariamente bons, ou nós temos tido uma sorte brutal e estamos aleatoriamente a escolher só bons sítios.

E depois do almoço, já que estávamos ali perto, decidimos ver a Golden Gate de perto e de forma como não podemos ver, por exemplo, a 25 de Abril (e por coincidência falo nisso na entrada que diz respeito a esse dia), ou seja a pé no tabuleiro, e aproveitar a fantástica vista lá de cima. A ponte é alta. E lá em cima está vento.


Mais umas voltas de carro por San Francisco, já que é particularmente divertido subir e descer as colinas daqui, e umas fotos difíceis de tirar por causa das características típicas das ruas em si. Como por exemplo, as casas inclinadas nas ruas de San Francisco, como que a desafiar todos os fundamentos de Engenharia Civil e Física que temos.


Na realidade estas duas imagens são apenas uma ilusão de óptica, já que eu alinhei a câmara com a inclinação da rua. Quando se tenta alinhar a câmara com a linha horizontal das casas, o que se obtém é algo ligeiramente diferente.


Depois disto, mais uma passagem pela Crooked Street e lá do outro lado, a caminhada pelas ruas de San Francisco, encontrando os inevitáveis cable cars, até chegarmos a Chinatown.


Os últimos minutos do dia foram dedicados a esta parte da cidade. Quem quiser recordações de San Francisco baratas, provavelmente aqui encontra o que procura. Eu não estava à procura de nada, logo não comprei nada.


E já que esta entrada diz respeito ao dia em que aconteceu o que foi descrito nesta pequena interrupção, aqui fica a última imagem do dia.


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