Três semanas depois de me ter sido entregue o Mazda 6, estava na hora de o voltar a encher de gasolina. Fui até ao posto mais próximo e comecei por ler as instruções, já que as bombas daqui são diferentes das europeias e é preciso perceber que, de maneira nenhuma, alguém põe gasolina sem ter pago primeiro.
A bomba era bastante clara e dizia que se podia pagar com o cartão de crédito, bastando para isso introduzir um código postal daqui dos EUA, para verificar a morada do cartão e evitar utilizações fraudulentas. Ora como o meu cartão é português, não tem um código postal dos EUA associado, pelo que, nem mesmo usando o truque que me tinham ensinado de colocar 00000 quando a máquina me pedisse o código postal, a coisa funcionou e tive então de ir falar com o empregado de serviço. Disse-lhe que queria encher o depósito, mas que a máquina da bomba não aceitava o meu cartão, e que eu não sabia quanta gasolina ia precisar.
Sem problemas. Como está o depósito? Quase vazio. OK, então vou dar autorização para abastecer 60 dólares e o que ficar a sobrar entre o valor que abastecer e os 60 dólares não será debitado no cartão. Porreiro, mas acho que 60 é demais e é melhor ficarmos pelos 50 apenas. E assim foi. 50 dólares depois o depósito estava cheio. Recolhi o recibo e estava pronto para começar o dia.
Umas contas rápidas e quer-me parecer que este Mazda 6 está a fazer cerca de 30 miles per galon, ou seja, a gastar "apenas" cerca de 10 litros aos 100, isto sem nunca ter andado a mais de 110 km/h, e andando a maior parte das vezes a muito menos que isso. Há aqui carros da empresa a gastar cerca de 13, pelo que não estou tão mal assim...
Dado que a determinada altura das nossas vidas todos fomos, como diz a canção, os que rapazes que estudam nos computadores, e uma vez que estamos em Sillicon Valley, tínhamos de ir visitar o museu daquela marca que, goste-se ou não, ficará para sempre ligada à história do computador. Ou mais concretamente da peça fundamental que faz toda a artilharia de circuitos parecer uma sinfonia e pôr a máquina a funcionar: o processador.
Logo à entrada somos brindados com a história da cápsula temporal que eles enterraram no jardim em 2003 e que irão desenterrar em 2018, para verem como a tecnologia evoluiu durante estes 15 anos. Também lá vi uma coisa que algumas pessoas em Portugal insistem em chamar de genuinamente português, ainda que isso seja apenas mais uma das muitas contradições que apregoam todos os dias, para manter a imagem e atirar areia para os olhos dos portugueses que neles ainda acreditam.
A farsa está de tal maneira bem montada que até conseguiram convencer o Chávez a comprar umas carradas disto, mesmo que o referido representante dessa grande democracia exemplar que é a Venezuela diga que não quer nada com os americanos. Pois, continuemos então pelo museu e vamos fingir que isto não aconteceu...
O museu desta empresa é bastante interessante e interactivo, sendo que conseguimos ficar a saber a história da empresa e a evolução da tecnologia de uma forma divertida. Não é por isso de estranhar ver pessoas a interagir com o museu e a ficar realmente fascinadas com isso, como é o caso da experiência em baixo em que os nossos movimentos fazem uma projecção de zeros e uns na parede reagir... acho que é melhor ver nas imagens!
Continuando pelo museu conseguimos aprender como são feitos os wafers que integram os chips dos computadores, bem como os fatos quase espaciais que as pessoas que trabalham aqui têm de usar nas fábricas.
Continuando pelo museu ainda conseguimos ver uma evolução da empresa ao longo dos últimos anos, até que chegamos à loja de coisas giras que podemos comprar com o símbolo da empresa.
Dado que hoje era o dia do lançamento do iPad, decidimos então passar para Cupertino, apenas para ver como estavam as coisas e ver os fanáticos nas filas à espera para comprar o dito aparelho. Claro que não iríamos dizer que não se nos dessem a possibilidade de interagir um pouco com o dito...
Desilusão. Em Cupertino não havia ninguém à espera para comprar o dito. Nem tão pouco a loja estava aberta.
A visita foi rápida e decidimos então rumar a Capitola, que tínhamos visto num folheto no hotel e que nos parecia ser um sítio interessante perto do Pacífico. E de facto Capitola é perto do Pacífico, mas ficamos por aí, dado que é um sítio mais ou menos simpático, mas não particularmente interessante. Talvez o facto de o dia estar um bocado embrulhado não tenha ajudado...
Pelo menos posso dizer que já me molhei nas águas do Pacífico... Não havendo muito para fazer, decidimos então percorrer o pontão e no regresso procurar um sítio para almoçar.
A vista do pontão cobre toda esta zona, bem como uma grande parte da zona envolvente a este pequeno sítio.
Acabado o almoço, fizémo-nos de novo à estrada. E já que estamos no Pacífico, vamos então novamente pela Highway 1 ou Cabrillo Highway, onde alguns de nós tinham já passado na semana anterior. Basicamente o plano era ir andando e tirando fotos pelo caminho, já que as mesmas são melhores que qualquer conjunto de palavras que eu aqui escreva. Dado que era mais cedo e o Sol já estava a brilhar, a vista foi ainda melhor que da última vez.
A primeira paragem foi numa pequena praia à qual só se consegue chegar descendo uma encosta. E nessa praia encontrámos uma gruta, que por falta de equipamento de espeleologia optámos por não explorar. Ainda lá por baixo, e depois de nos aplicarmos a descer uma encosta de pedra talhada pela erosão e uso humano, encontrámos um excelente sítio para dar suporte às manifestações de força com que o Pacífico nos brindou.
Continuando para Norte pela Cabrillo Highway, encontrámos uma nova praia, desta vez onde havia malta a fazer kite-surfing, que para quem não sabe é uma mistura de surf com condução de papagaios, mas de uma forma bastante mais interessante do que estas últimas palavras conseguirão transmitir.
Definitivamente encontrei mais uma coisa para colocar na lista de coisas que quero fazer um dia. Já lá estava o surf, passa a lá estar também o kite-surfing. Como dizem os pacotes de açúcar da marca de café, um dia...
Continuando mais um pouco para Norte, chegámos ao farol de Pigeon Point. Como quase tudo aqui à volta que tenha o Pacíficio aos pés, tem uma vista fantástica. É uma pena não estar em funcionamento, mas felizmente há uma angariação de fundos a decorrer para voltar a colocá-lo a brilhar em todo o seu esplendor. Tenho a certeza que este gigante ainda voltará a emitir luz no futuro!
Deixado o farol para trás, a ideia era chegar a Half Moon Bay, encontrar um sítio para comer qualquer coisa, já que o final da tarde já se aproximava, e possivelmente ter a oportunidade de partilhar com os restantes colegas o pôr do Sol no Pacífico que aqui mostrei no Domingo passado.
Dado que não sabíamos exactamente para onde queríamos ir, marcámos o centro da cidade como destino no GPS e lá chegámos. Infelizmente o centro da cidade não é propriamente perto da praia e ainda tivémos de dar umas voltas até votarmos a estar perto do oceano. Quando lá chegámos acabámos mesmo por ficar no primeiro estabelecimento hoteleiro que encontrámos. Por acaso devia ser também o mais caro da zona, mas isso é outra história.
Uma sandes de caranguejo como nunca antes tinha comido, em que a carne do dito se desfazia na boca à medida que o sabor característico dos condimentos elevava a experiência e o palato a um patamar difícil de atingir e muito menos descrever em palavras. E depois disto, o regresso ao hotel, atravessando de novo as montanhas. Todas as fotos estão no álbum, disponível no canto superior direito desta página. Ah, e quanto ao pôr do Sol no Pacífico, não o vimos. 2 em 6 das pessoas do grupo sabem o que as outras 4 perderam...



Isso sim é um museu, não e como aquela coisa que vi na outra ponta do mundo :P
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