domingo, 4 de abril de 2010

Dia 23: quem é que mandou vir a chuva?

E ao vigésimo terceiro dia da nossa aventura por terras do Pacífico, a chuva resolveu dar um sinal de sua graça e forçar-nos a dedicar o dia a algumas actividades de interiores. Isto apenas quer dizer que fomos para sítios onde não fosse preciso andar à chuva, ainda que à saída do hotel não estivesse ainda a chover.

Destino da viagem: Tech Museum em San Jose, ou seja, uma visita ao museu de tecnologia e inovação de San Jose, que fica apenas a alguns minutos de carro daqui. Ainda bem que temos navegação por satélite e a malta que faz mapas até sabe onde fica o museu e tudo, já que nós não sabíamos a morada...


Este museu tem uma exposição temporária dedicada a uma série de ficção científica pela qual tenho um carinho muito especial. Infelizmente não tenho fotos dessa parte, já que não era permitido tirar fotografias, para além desta que tenho à entrada.


Pela imagem dá para perceber de que série é que eu estou a falar. Lá dentro há toda a história da série, das personagens mais importantes, das naves, dos fatos, bem como factos interessantes sobre a ficção e a realidade, sendo que algumas coisas na realidade foram inspiradas pelo que anteriormente apareceu na ficção. Para quem gosta da série, esta exposição é recomendada.

Dado que é o museu da inovação, as coisas aqui em exposição são bastante interactivas e é fácil passar aqui um dia inteiro. Logo à entrada um robot que sabe sempre onde estão os blocos com cada uma das letras e consegue apanhar aquelas que são precisas para escrever o nome de quem em frente dele se sentar.


Continuando a andar pelo museu, fui parar à zona que é a área de trabalho de uma amiga. Decidi então experimentar o que é estar naquela pele. Peguei num par de luvas, nuns óculos, nuns tubos de ensaio e numas pipetas e decidi criar umas bactérias. Foi bastante fácil.Só amanhã saberei se funcionou ou não, já que me deram um endereço da Internet onde após 24 horas poderei verificar se as proteínas da alforreca se deram bem com as bactérias...


Alguns minutos depois e mais um conjunto de coisas realmente interessantes. Um sistema que permite compor música baseado em botões numa parede, em que cada botão é uma nota, e um engenho que em tudo se parece com uma rede, e que é utilizado para converter o nevoeiro em água potável, em regiões onde a mesma não é abundante.


Continuando a percorrer o museu há uma zona de introdução aos mundos e realidades virtuais, onde se pode desenhar um novo modelo de bicicleta, e uma zona onde se podem escrever simples programas em circuitos, mas usando brinquedos para os conceitos básicos de programação de circuitos.


Como aquilo que estamos a fazer está intimamente ligado a sensores, não poderíamos deixar de experimentar a zona em que podemos controlar as coisas com um conjunto de sensores a interagir entre si.
Para além destas zonas mais técnicas, há também zonas para libertar o artista que temos dentro de nós, seja por meio da pintura urbana ou da música e imagem. Na música até nem me saí muito mal e consegui compor uma pequena sinfonia urbana que estava efectivamente a fazer as outras pessoas querer dançar. Às tantas está a escapar-me uma carreira artística como compositor e eu não sei...


Continuando pelas salas de exibição, podemos então ver como algumas coisas que temos como garantidas e às quais não damos grande importância, na realidade são bem importantes para muita gente. Considere-se por exemplo os rádios que temos em casa. Não lhes damos grande importância porque sabemos que eles sempre lá estiveram e continuarão a estar até avariarem, mas para uma pessoa no meio do deserto, um rádio permite-lhe estar ligado ao resto do mundo e pode inclusivamente dar-se o caso de se tornar mais importante que os animais que a pessoa guarda e pastoreia como meio de subsistência.


E quem diz rádio, diz a capacidade de levar energia eléctrica onde não existe rede eléctrica, por exemplo utilizando painéis solares. Ou a capacidade de purificar a água, usando apenas areia e sementes.


Alguns passos mais para a frente e aparece a zona onde ficamos a saber como é que os computadores representam a informação em 3 dimensões, podendo inclusivamente digitalizar a nossa cabeça e brincar um pouco com a sua representação digital.


E com isto tudo era hora de almoço, pelo que descemos até ao piso da cafetaria do museu para comer qualquer coisa. Repostas as energias, descemos então ao piso térreo, onde uma grande parte do museu é dedicada à energia de uma forma geral, incluindo as suas manifestações de que normalmente não nos lembramos. Tudo começa com os veículos eléctricos.


Continuamos com um globo interactivo onde podemos ver a energia gasta pelos satélites, ou a energia utilizada pelas ondas do tsunami ao largo da Índia. E logo depois uma experiência interactiva cujo objectivo é apontar espelhos solares para um conjunto de painéis fotovoltaicos, a ver se conseguimos produzir energia suficiente para iluminar a torre.


E falando em espelhos e painéis solares, há por aqui uns bastante interessantes e, no que diz respeito a painéis fotovoltaicos uns bastante finos, que poderiam ser utilizados onde os outros não cabem.


Claro que num museu dedicado à inovação não poderia faltar a Internet, que não é por si só uma inovação, mas que é o meio para que muitas inovações aconteçam por todo o mundo a uma velocidade estonteante.


E já que a Internet é este meio tão vasto, há aqui uma parte do museu que gera música à medida que as pessoas vão passando por diversos sensores espalhados por outras partes do museu, podendo nós escolher que sensor activa que instrumento. Há também uma máquina que nos permite medir forças em braço de ferro com outras pessoas noutros locais no mundo.


Há ainda uma zona onde se pode experimentar a energia de um terramoto e simular construções para ver como é que elas se aguentariam. Digo apenas, ainda bem que não sou engenheiro civil... E por falar nos ditos, ao que parece houve hoje um (texto em inglês) no Sul da Califórnia, por volta das 15:40 locais. 7.2 de magnitude. Por aqui, no Norte, não o chegámos a sentir e ainda bem.


Claro que num museu de tecnologia e inovação não poderia faltar a exploração oceânica e a aventura espacial. Sobre a água não há muito a dizer, até porque todos já vimos os robots a serem utilizados nos programas do Jacques Cousteau, mas sobre o espaço, bem isso é um assunto completamente diferente.


E para finalizar a aventura do dia, que tal conduzir um jetpack como se estivesse no espaço, a tentar acertar nos alvos? Pois, não é tão fácil como parece mas ainda conseguiu acertar em dois em 60 segundos, e não fosse a máquina ter demorado bastante tempo a identificar o primeiro, tenho bastante confiança que iria conseguir chegar aos 3. É que no espaço não há travão e a única maneira de acertar é dar mesmo o tempo suficiente e exacto aos propulsores...


2 comentários:

  1. xi.... brutal.... :)
    também estive num museu de inovação e tecnologia há um tempo atrás.. tinha mesmo tudo a ver!

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  2. ehehe pois é Luís... claramente fomos enviados para o sitio errado!

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