Chegada mais uma sexta-feira, era tempo de mostrarmos às outras equipas o que temos andado a fazer. E assim aconteceu. Dado que temos tido alguns problemas em arranjar sensores para o nosso projecto, ora porque demoram muito a entregar ora porque os processos de compra da empresa não se ajustam minimamente ao espírito de startup que nos caracteriza por estes dias, durante a semana decidimos comprar uns sensores localmente e começar a utilizá-los no projecto.
Durante este tempo todo falámos com muitas empresas de sensores, mas de nenhuma conseguimos obter o nível de serviço que desejámos. Entra então em cena uma empresa dinamarquesa conhecida por fabricar blocos coloridos de plástico, engrenagens e pequenas figuras que, quando se juntam, dão vida à imaginação de milhões de crianças e adultos por esse mundo fora. Entra também em cena uma cadeia americana de lojas de brinquedos.
A meio da semana um elemento da nossa equipa foi à Toys "R" Us e comprou um LEGO Mindstorms NXT 2.0 e de repente passámos a ter uma carrada de sensores à nossa disposição por cerca de 300 dólares. Resolvido que estava para já o problema de termos alguns sensores, passámos a semana a integrá-los com o software que serve de base à nossa plataforma, bem como com a plataforma em si.
E chegou então a sexta-feira e a hora da demonstração, onde decidimos ficar para o fim. A demonstração correu bem, ainda que com alguns soluços pelo caminho resultantes da plataforma que estamos a usar como base, mas de positivo ficam os aplausos que conseguimos arrancar das outras equipas, não só no final da demonstração, como aconteceu com todas as equipas, mas também a meio, quando efectivamente mostrámos que algo estava a vir do robot e a passar pelas várias camadas do sistema. Dada a confidencialidade do projecto, não há fotos públicas destas demonstrações, mas tenho a certeza que nos próximos dias aparecerão algumas coisas nas páginas da Intranet dedicadas a este projecto (estas páginas serão apenas acessíveis a quem trabalha na empresa).
No final das demonstrações, happy hour. Dado que o local de trabalho ainda fica a cerca de 10 minutos de viagem para o hotel, decidimos agarrar nos comes e bebes e levá-los para o hotel, para já não termos de conduzir. E assim terminou mais uma sexta-feira de trabalho.
A sexta-feira tinha ainda tempo para demonstrar um dos princípios básicos da física, durante um jogo de basketball entre pessoas de várias equipas: dois corpos diferentes não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Este princípio é válido em particular se um dos corpos se chama chão e o outro esteve a beber algumas cervejas antes de entrar em campo num jogo em que a qualidade da iluminação inexistente era tal que a bola só se via quando estava demasiado perto. A dada altura, numa bola mais disputada, e para evitar cair de cabeça, o chão ganhou e eu acabei a noite com um corte de 3 a 4 cm na mão direita. Nada de grave, já está tratado e em fase de recuperação, deu para a estreia do kit de primeiros socorros que trouxe comigo.
No dia seguinte ao pequeno almoço havia, para além de mim com um corte na mão, colegas com dores nos pés, colegas magoados nos joelhos, colegas com dores musculares... fica provado que basketball e um campo sem iluminação não combinam, ainda menos se os jogadores estiveram todos a beber umas cervejas antes do jogo.
No dia seguinte ao pequeno almoço havia, para além de mim com um corte na mão, colegas com dores nos pés, colegas magoados nos joelhos, colegas com dores musculares... fica provado que basketball e um campo sem iluminação não combinam, ainda menos se os jogadores estiveram todos a beber umas cervejas antes do jogo.



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