sábado, 27 de março de 2010

Dia 15: as árvores mais altas que já vi

Nota do editor: a partir de hoje passa a ser possível aceder ao álbum de todas as fotografias deste diário, utilizando para isso a imagem que aparece no canto superior direito de quem aqui chega.

Ao segundo Sábado por nossa conta, decidimos pegar novamente no carro e encaminhámo-nos de novo para San Francisco, ainda que hoje esse não fosse o destino final da viagem, mas apenas um ponto no caminho. Atravessámos a cidade, voltando a rever algumas das ruas que já tínhamos visto, bem como algumas outras por onde não tínhamos passado na semana anterior.

  
Devia haver qualquer coisa a acontecer em San Francisco, já que em menos de 10minutos nos cruzámos com pelo menos 3 carros de bombeiros em marcha assinalada. Depois de atravessarmos San Francisco, chegámos então mais perto daquela ponte que é muito parecida com uma das pontes de Lisboa: a mundialmente famosa Golden Gate Bridge.
 

Esta ponte é mesmo incrível. Ao contrário daquela que há em Lisboa, esta ponte pode ser atravessada de bicicleta ou, imaginem, a pé! E quando chegámos ao outro lado, decidimos então parar o carro e olhar para San Francisco de um ângulo que ainda não tínhamos visto.
 

É um sítio de turistas, mas cada um consegue tirar as fotos mais originais que se lembra, com ou sem a ponte, nas mais variadas posições. Pode inclusivamente descer-se ao nível da estrutura metálica da ponte e sentir toda a ponte a vibrar com os carros que lá passam em cima. É uma experiência que recomendo vivamente a todos quantos tenham a possibilidade de lá ir.


Vista que estava a Golden Gate, subimos então um pouco mais para Norte e fomos até Battery Mendel, que é uma espécie de forte de defesa da cidade de San Francisco, mas que está actualmente deixado ao abandono. Não fomos lá por ser um forte, fomos lá pela vista que se tem de lá.
 

O Oceano Pacífico é espectacular! À primeira vista parece um oceano como tantos outros, mas é muito mais. Este oceano é o maior e mais profundo do planeta e sozinho é responsável por cerca de um terço da totalidade da superfície da Terra. Agora já não parece assim tanto um Oceano como os outros, pois não?
 

Voltámos então à estrada principal e rumámos ao nosso objectivo do dia: Muir Woods, que é muito simplesmente um parque natural, monumento nacional onde se podem encontrar árvores altas. Muitas árvores, muito altas e algumas delas bastante largas. Algumas destas árvores são mais altas que um prédio de 10 andares, algumas destas árvores são tão largas que 4 pessoas de mãos dadas não chegariam para lhes dar a volta.


Estas árvores são tão altas que nenhuma foto lhes consegue fazer justiça. E à medida que vamos entrando pelo parque, obviamente depois de pagarmos os 5 dólares pela entrada ainda que ninguém estivesse a pedir bilhetes e nós pudéssemos simplesmente ter passado no meio de outras pessoas, fica cada vez mais difícil tirar fotos que mostrem a grandeza destas nossas amigas.


Sim, aquilo atrás de mim é uma árvore. E tal como esta, havia muitas mais neste parque. Dado que somos todos pessoas que gostam de aventura, optámos pelo trilho mais difícil: Oceanic View Trail,  que é sempre a subir até chegarmos a um dos pontos mais altos do parque, de onde conseguimos efectivamente ver o Oceano, ainda que seja apenas numa pequena faixa junto da linha de horizonte.


Chegados ao topo, ainda que local, dado que alguns montes ali à volta eram efectivamente mais altos, começámos a descer, optando desta vez pelo Lost Trail, regressando assim ao ponto de entrada.

 
O percurso que fizémos, cerca de 6km, demorou cerca de 3 horas, e permitiu-nos ver árvores que são em si fantásticas, árvores que caíram e morreram, árvores que morreram de pé, árvores em posições no mínimo curiosas e até árvores gémeas.

 
Quase de regresso ao ponto de partida, encontrámos um dos mais fantásticos exemplos da perfeição que a Natureza tem e que, por muito que tentemos, nunca conseguiremos imitar. Estou a falar dos círculos familiares das árvores. Uma árvore com muitos anos vê o seu tronco a morrer, mas não aceita esse facto e é então que das suas raízes, aproveitando a vida que por ali circula, surgem vários rebentos que formam um círculo à volta da árvore e crescem atingindo eles próprios a altura da árvore original.


No final do parque, e uma vez que eram cerca de 16:00 e ainda não tínhamos almoçado, decidimos ir até à cidade mais próxima e comer qualquer coisa. No regresso a casa, ao passar novamente pela Golden Gate, olhei para o lado direito e lá estava: O Sol que lá no céu, risonho vem beijar com um orgulho muito seu...


1 comentário:

  1. Pena que cá para podermos andar na ponte só em maratonas ou bike tours...

    Esse parque tem muito bom aspecto :)

    Para quando uma ida ao pacífico dar um mergulho? eheheh

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