Este foi o nosso primeiro fim de semana depois de começarmos o projecto. Dado que nunca sabemos se vamos ter outro com tanto tempo livre e sem pressão, decidimos aproveitá-lo para fazer a primeira incursão em San Francisco, ou para os lusófonos, São Francisco. Sim, porque nós estamos em Sunnyvale a "morar" e em Santa Clara a trabalhar. San Francisco é um pouco mais para Norte.
Juntámo-nos num grupo de 8 pessoas e levámos 2 carros até à entrada de San Francisco, estacionando no parque da estação de Milbrae, que fica um pouco mais a Sul que o aeroporto internacional de San Francisco. Apanhámos então o BART, ou Bay Area Rapid Transit, e alguns minutos depois saímos na estação de Embarcadero, em plena baixa de San Francisco.
Ah e tal, If you're going to San Francisco, be sure to wear flowers in your hair. Esqueçam lá isso e levem mas é agasalho, só para o caso de ser preciso vestirem qualquer coisa. Porque San Francisco é um daqueles sítios do mundo onde algumas pessoas costumam ter frio, já que o clima é bastante influenciado por estar numa península, com o oceano Pacífico de um lado e a baía do outro.
A baixa de San Francisco é muito parecida com a baixa de muitas outras cidades espalhadas pelo mundo, ou seja, basicamente são prédios altos, sem grande interesse para a maior parte das pessoas, excepto aquelas que gostam, claro está, de prédios altos.
No entanto, quando se deixa a zona dos arranha-céus e se começa a andar em direcção à baía, a cidade de San Francisco começa a mostrar todo o seu encanto. Começámos por descer a Market St em direcção ao Pier 1. Até lá chegar tivémos de atravessar uma espécie de mercado de rua, onde se vende de tudo desde quadros a mercadoria alusiva ao espírito peace and love que trás bastante vida à cidade.
No final da rua, lá estava o tal Pier 1, e a sua torre de relógio característica.
A cidade deve ser mesmo a capital mundial do peace and love e, à conta disso, há por todo o lado artistas a colorirem com música e ritmo as vidas das pessoas que por ali passam e não lhes ficam indiferentes.
Continuando a andar no sentido crescente do número dos piers, é impossível deixar passar despercebido os eléctricos amarelos de San Francisco. São giros, mas pessoalmente acho que os de Lisboa são mais bonitos.
Chegando então junto à linha de água, podemos ver imediatamente uma coisa que nos parece familiar.
Sim, parece a nossa ponte 25 de Abril. Mas não é. É a Bay Bridge e, em termos de desenho, é equivalente a duas pontes 25 de Abril seguidas, ligadas por uma pequena ilha lá pelo meio. Ou seja, esta ponte tem 4 pilares, ao contrário da 25 de Abril que tem apenas 2.
Continuamos então a andar até que chegamos à zona onde se pode ver a Coit Tower . Decidimos então ir até lá acima, já que o GPS diz que são apenas 9 minutos a andar a pé. Viremos então para a Greenwhich Street, e subamos então até lá chegar acima. A malta que faz os GPS claramente não sabe que um tipo a subir escadas anda mais devagar que um tipo a andar a direito.
Algumas dezenas, possivelmente centenas de degraus depois, passando por casas típicas no nosso caminho para cima, chegamos então à Coit Tower. Ainda antes de entrar, decidimos olhar à nossa volta e admirar a bela vista que tínhamos perante nós, as obras de arte que a Natureza e o Homem criaram num exercício de harmonia que faria inveja a muitos casais.
De um lado a mundialmente famosa Golden Gate Bridge, esta sim bastante parecida com a nossa 25 de Abril. Até são da mesma cor! Do outro, as famosas ruas de San Francisco, incluindo a fantástica Crooked Street, que é parte da Lombard Street, mas já lá voltamos.
Subimos então ao topo da torre e observámos algo que não se consegue ver de nenhum outro lado em San Francisco. Uma vista de 360º sobre a cidade, em que a Bay Bridge desaparece por trás dos prédios altos, os prédios altos que dão lugar aos mais baixos, seguindo-se então a Golden Gate, e bem no meio da baía, a ilha de Alcatraz.
Visitada que estava a Coit Tower, começámos então a andar em direcção às famosas ruas de San Francisco, algumas das quais já foram inclusivamente grandes protagonistas de filmes conhecidos.
Pois, parece que há colinas em San Francisco. E se olharem para as imagens com atenção, verão que os carros têm todos as rodas viradas para o passeio ou para fora. Ao que parece é obrigatório e quem não cumprir é multado. Nós vimos um carro com uma multa que dizia "dangerous parking can lead to accidents" e a única coisa aparentemente perigosa que estava ali é que o condutor ou condutora tinha deixado as rodas alinhadas com o passeio.
Mais descida, mais subida e lá chegámos à Crooked Street. A Crooked Street é uma parte da Lombard Street, em que os carros vão em serpentina a descer. O efeito é estranhamente belo.
Depois de uns minutos a ver esta maravilha, descemos então pela Leavenworth Street em direcção ao Fisherman's Wharf, à procura de almoço. Encontrámos pouso no Fisherman's Grotto, onde comemos uma merecida refeição. Pela parte que me toca, peixe. Ou mais concretamente, Mahi Mahi (texto em inglês). Fantástico.
Terminada a degustação gastronómica, sobrava ainda algum tempo para circular um pouco mais por San Francisco. Conseguimos encontrar um museu de mecânica onde os anos 70 e 80 voltavam à vida, com jogos electrónicos daquela época, acompanhados por outro tipo de geringonças que fizeram sucesso há muito muito tempo, e que nem por isso perderam todo o seu charme nos dias de hoje.
Andando um pouco mais, acabámos por ter algumas oportunidades de tirar umas fotos de Alcatraz mais de perto, e de chegar ao famoso Pier 39.
Não sabem porque é que o Pier 39 é mundialmente famoso? Eu explico, então. Por um lado porque é ali que as focas estão, e as pessoas juntam-se por ali a ver as ditas a serem elas próprias. Por outro porque tem uma zona de entretenimento e comércio com lojas que vão desde o grande Houdini, à NFL, sem nunca esquecer o Hard Rock. Se isto não é suficiente, digo apenas que esta é uma área que transborda uma energia a que não estamos habituados.
E pronto, assim terminou a nossa primeira incursão em San Francisco. Voltámos ao hotel e decidimos aceitar o convite que havíamos recebido durante a tarde, juntando-nos assim ao pessoal que estava a fazer uns grelhados no Barbecue do hotel. Cada um levou o que tinha, comeu-se e bebeu-se e assim se passou mais uma noite.
No final passei pela recepção para levantar as roupas que tinha pedido para lavar e voltei ao quarto.
Tal como é costume, todas as fotografias, e desta vez também um vídeo da Crooked Street, estão disponíveis no álbum.



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